Como Migrar do Elementor para o Gutenberg/FSE sem Perder Posições no Google (Guia Prático 2025)

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Você está pensando em migrar do Elementor para o FSE (Full Site Editing), mas teme perder posições no Google? Essa é uma preocupação mais do que válida — afinal, mudar de construtor pode bagunçar sua estrutura de HTML, tags de SEO e até o desempenho do site.

Mas a boa notícia é que migrar do Elementor para FSE sem perder SEO é totalmente possível.
Com o checklist certo, você garante uma transição suave, mantém seus rankings e ainda melhora seus Core Web Vitals (CWV).

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Neste guia, vamos mostrar o passo a passo para uma migração segura, cobrindo:

  • Checklist completo de redirecionamentos e URLs;

  • Como manter a equivalência de blocos e layouts;

  • Dicas para preservar schema markup e dados estruturados;

  • E ajustes finos de Core Web Vitals e performance.

Por que migrar do Elementor para o Gutenberg/FSE em 2025?

Você já deve ter percebido que o WordPress evoluiu muito.
O FSE (Full Site Editing) transformou o editor nativo em uma ferramenta completa para criar sites inteiros — com blocos, padrões e templates dinâmicos, tudo sem depender de plugins pesados.

Alguns motivos que estão levando muitos sites a migrar:

  • Melhor performance e pontuação de CWV (especialmente LCP e CLS); O Gutenberg/FSE gera HTML mais limpo, com menos wrappers e menos scripts-CSS extras — isso melhora métricas como LCP, INP e CLS

  • Menos dependência de plugins externos;

  • HTML mais limpo e leve, o que favorece o SEO técnico; Isso reduz a “folha de estilo pesada” ou excesso de plugins ajuda a prevenir bloqueios de renderização e melhora desempenho — tudo isso impacta SEO

  • Maior compatibilidade com o editor nativo do WordPress; Temas compatíveis com FSE oferecem edição completa de cabeçalhos, rodapés e templates, o que dá mais controle sem depender tanto de construtores

  • Melhor manutenção a longo prazo.

Mas a migração precisa ser estratégica. Sem um plano, é fácil perder metadados, links internos e até a hierarquia de headings — o que impacta diretamente o ranqueamento. Por isso, migrar exige cuidado: mudanças de URL, estrutura de conteúdo, blocos, schema, etc. Sem isso, você pode perder posições.

Migrar do Elementor para FSE sem perder SEO: checklist essencial

Antes de começar a migração, execute estes passos para garantir segurança e preparo:

Item O que fazer
Inventário de URLs Liste todas as URLs atuais, títulos, meta descrições, H1, H2, schema presentes.
Backup completo Fazer backup de arquivos + banco de dados. Não viaje sem seguro.
Benchmark de métricas CWV/SEO Anote LCP/INP/CLS no PageSpeed ou Search Console; número de páginas indexadas; backlinks importantes.
Mapeamento de conteúdo com tráfego Identifique páginas com tráfego orgânico relevante para evitar perder valor.
Planejamento de redirecionamentos (301) Se estrutu

Migração passo-a-passo

1 Ambiente de staging

Configure um ambiente de teste/clonagem do site em que você fará a transição. Nunca altere diretamente o site “ao vivo” sem ter testes.

2 Escolha do tema ou sistema FSE

Escolha um tema compatível com FSE ou bloco-tema que suporte edição completa.

3 Reconstrução dos templates principais

Refaça cabeçalho, rodapé, página-inicial e templates de conteúdo com blocos ou patterns sincronizados.

4 Conteúdo e blocos

Para cada página construída com Elementor:

  • Identifique quais widgets foram usados.

  • Reproduza o mesmo layout com blocos nativos ou plugin de blocos leve (ex: Synced Patterns). DeveloPress

  • Verifique se os H1, H2 se mantêm iguais ou equivalentes — não mude subtítulo ou hierarquia sem razão.

5 Schema e SEO on-page

  • Verifique se os esquemas (Article, FAQ, BreadcrumbList) permanecem ou são recriados no novo tema.

  • Transfira meta títulos/descrições originais ou faça variação mínima.

  • Veja se “canonical” permanece apontando para a versão correta.

6 Redirecionamentos e checagem de links internos

  • Aplique os 301 para qualquer URL que mudou.

  • Atualize links internos (menu, rodapé, conteúdo) para apontarem para novas URLs.

7 Otimização de performance

  • Remova recursos do Elementor que não serão usados (scripts, CSS).

  • Ative lazy loading, otimize imagens WebP/AVIF, pré-carregue fontes críticas.

  • Meça novamente LCP, INP, CLS após migração.

8 Go-live e monitoramento

  • Faça o switch no site ao vivo só após testar tudo no staging.

  • No dia da migração, monitore indexação (Search Console), erros 404, métricas de velocidade.

  • Nos 30 dias seguintes, verifique mudanças de tráfego, rankings e logs.

Abaixo, o checklist completo para uma migração técnica e segura, dividido em quatro etapas práticas.

Planejamento e Auditoria

Antes de tocar em qualquer layout, faça uma auditoria SEO completa.

  1. Mapeie todas as URLs existentes

    • Exporte o sitemap atual via Rank Math ou Yoast.

    • Gere uma lista com todas as páginas indexadas.

    • Isso servirá como base para comparar o novo site.

  2. Faça backup completo do site

    • Incluindo banco de dados e uploads.

    • Utilize o All-in-One WP Migration ou Duplicator Pro.

  3. Liste seus plugins e funções críticas

    • SEO (Yoast, Rank Math, AIOSEO)

    • Performance (WP Rocket, Perfmatters)

    • Schema e rich snippets

    • Plugins de cache ou minificação

Dica: antes de migrar, teste um clone do site em um ambiente de staging. Assim, você evita impactos diretos no ambiente de produção.

 Equivalência de Blocos e Layouts

Para ajudar, aqui estão sugestões de como você pode “traduzir” widgets do Elementor para blocos:

  • Widget “Seção com colunas” → Bloco “Group” ou “Columns” + bloco “Image” + bloco “Heading” + bloco “Paragraph”.

  • Widget “Slider” → bloco “Query Loop” com pattern, ou plugin leve de bloco de slider.

  • Widget “Formulário” → bloco “Form” nativo (WordPress 6.0+) ou plugin de bloco específico.

  • Widget “CTA/Call to Action” → bloco “Buttons” + bloco “Cover” ou “Group” com fundo e texto.
    Certifique-se de que a estrutura H-tag (H2/H3) permaneça coerente com a página antiga, para preservar hierarquia e não confundir bots.

Essa é uma das etapas mais delicadas. Cada elemento do Elementor precisa de um “equivalente” no editor de blocos do WordPress (Gutenberg/FSE).

Veja uma tabela de equivalência prática:

Elemento no Elementor Equivalente no FSE Observação
Heading (Título) Bloco de Título Use H1 apenas uma vez
Image Box Bloco de Imagem + Parágrafo Adicione alt text e legenda
Button Bloco de Botão Configure atributos de rastreamento
Columns Grupo ou Padrão de Blocos Ideal para layouts responsivos
Icon Box Grupo + Ícone SVG Melhora performance e acessibilidade
Spacer Margem/padding no estilo global Evite blocos de espaçamento

Na prática: o segredo é manter o mesmo conteúdo e semântica, apenas mudando a forma de renderização.

Para acelerar esse processo, ferramentas como Convert for Gutenberg e Block Converter Pro ajudam a transformar seções do Elementor em blocos nativos.

Redirecionamentos e Estrutura de URLs

Um erro muito comum na migração é alterar URLs sem configurar redirecionamentos 301.
Para migrar do Elementor para FSE sem perder SEO, preservar a estrutura de links é obrigatório.

Siga este checklist:

✅ Mantenha os slugs das páginas exatamente iguais;
✅ Preserve o título da página e a meta description;
✅ Configure redirecionamentos 301 para qualquer URL alterada;
✅ Atualize links internos que apontavam para páginas antigas;
✅ Envie o novo sitemap ao Google Search Console.

Ferramentas úteis: Rank Math → Redirections / WP 301 Redirects.

Se o site for grande, exporte as URLs antigas e novas em uma planilha e gere um mapa de redirecionamentos automático (via .htaccess ou plugin).

Manutenção de Schema e Metadados

Ao migrar, muitos dados estruturados (schema.org) podem se perder — principalmente se eram gerados via widgets do Elementor.

Para evitar isso:

  1. Reaplique schemas manualmente

    • Use o editor do Rank Math para reconfigurar Article, FAQ, Product, etc.

  2. Verifique no Rich Results Test (Google)

  3. Confirme o uso de marcação correta

    • JSON-LD (preferencial)

    • Nada de microdados inline, que podem quebrar com blocos.

Core Web Vitals e Performance Pós-Migração

Uma das principais razões para migrar é melhorar o desempenho. O FSE é nativo, mais leve e totalmente compatível com Core Web Vitals (CWV).

Depois da migração, verifique:

Métrica Meta Ideal Ferramentas
LCP (Largest Contentful Paint) < 2,5s PageSpeed, GTMetrix
CLS (Cumulative Layout Shift) < 0,1 Lighthouse
FID (First Input Delay) < 100ms Search Console

Dicas finais para melhorar o CWV:

  • Ative cache nativo do servidor e compressão Brotli.

  • Use imagens em WebP/AVIF.

  • Limite o uso de plugins de terceiros.

  • Prefira blocos nativos e CSS minimalista.

Dica bônus: com o FSE, você pode usar o tema Twenty Twenty-Five e ajustar global styles — isso elimina CSS redundante e reduz o peso da página.

Manutenção de Schema + SEO técnico

  • Verifique se o novo tema ou plugins de bloco não removeram ou alteraram os schema markups que você usava.

  • Se usava FAQ, HowTo ou Article schema, tu tens que replicar com blocos compatíveis ou plugin de schema.

  • Mantenha a estrutura de URL ou redirecione corretamente se tiver mudado.

  • Revise o sitemap XML, robots.txt, velocidade do site, mobile usability — todos fundamentais para SEO moderno.

Teste final: auditoria SEO pós-migração

Depois de tudo configurado, rode uma auditoria completa no novo site:

  1. Reenvie o sitemap XML ao Google Search Console;

  2. Verifique erros 404 e redirecionamentos;

  3. Teste a indexação de páginas críticas;

  4. Analise a estrutura de headings (H1, H2, H3);

  5. Faça crawl com Screaming Frog ou Sitebulb.

Em até 2 a 4 semanas, o Google recrawlerá suas páginas.
Se tudo estiver correto, suas posições não apenas se mantêm — elas tendem a melhorar graças à performance otimizada do FSE.

Core Web Vitals (CWV) e performance

A migração é uma ótima oportunidade para melhorar as métricas de desempenho:

  • Verifique antes e depois o LCP (Largest Contentful Paint), INP (Interaction to Next Paint) e CLS (Cumulative Layout Shift).

  • Como Gutenberg/FSE tende a gerar menos código de “construtor”, você vai ganhar vantagem. DeveloPress+1

  • Use plugins/temas leves, remova assets desnecessários do Elementor, otimize imagens e scripts.

  • Após migração, monitore com o relatório do Google Search Console “Core Web Vitals” e corrija onde necessário.

Impacto na performance antes e depois da migração para o FSE

Métrica Antes (Elementor) Depois (FSE)
LCP (Largest Contentful Paint) 3.8s 2.1s
CLS (Layout Shift) 0.21 0.05
TTFB (Time to First Byte) 650ms 350ms
PageSpeed Mobile 58 91

Checklist rápida para publicar

  • Todas as URLs importantes redirecionadas (301)

  • Verificados título, meta descrição, H-tags em cada página

  • Schema mantido ou recriado

  • Layout reconstruído com blocos equivalentes

  • Links internos atualizados

  • Medidas de performance antes/depois (LCP/INP/CLS)

  • Site testado em mobile, tablet e desktop

  • Search Console e Google Analytics monitorados nos 30 dias seguintes

Possíveis riscos e como mitigá-los

  • Perda de tráfego: se URLs mudarem sem redirecionamento ou se meta/títulos mudarem drasticamente.

  • Queda de velocidade: se o tema FSE for pesado ou blocos mal otimizados forem usados.

  • Perda de esquema: sem markup, você pode perder rich snippets.

  • Quebra de layout ou funcionalidade: especialmente se havia custom-widgets do Elementor — por isso o staging é essencial.

Migrar do Elementor para FSE sem perder SEO é questão de método

Migrar do Elementor para Gutenberg/FSE é uma excelente decisão estratégica para quem quer desempenho, controle e SEO sustentável. Mas como você viu, o segredo está no planejamento cuidadoso: redirecionamentos, equivalência de blocos, schema, performance. Se você seguir esse guia com calma, seu site poderá não só manter as posições no Google — como subir ainda mais.

Migrar pode parecer assustador, mas com um bom checklist e atenção aos detalhes técnicos, você transforma o processo em uma oportunidade de crescimento.

O Full Site Editing é o futuro do WordPress, e quem se adapta agora sai na frente — com um site mais rápido, leve e preparado para as próximas atualizações do Google.

Lembre-se: SEO não é sobre plataformas, é sobre estrutura, performance e consistência.